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Tradição Chapéu & Gravata

Tradição Chapéu & Gravata

Naturalidade: João Pessoa-PB

Nascimento:11/04/1968

Atividades artístico-culturais: cantor, compositor e violinista.

Área de Atuação: Estado, Região, Cidade e Bairro

Email: contato@gmail.com

Telefone: (21) 9999999

Um caso típico de tradição e ancestralidade despertou Mestre Artêmio a resgatar uma das mais sublimes e saudosas tradições juninas em nossa comunidade.


Sua avó (já falecida) lhe contava as histórias de seu pai. Ela contava que o saudoso “Lindão” saia com os amigos na tradição do São João bateu em sua porta. Eles iam com instrumentos musicais, sempre caracterizados (com chapéu, gravata, camisa quadriculada, alguns com paletó, bermuda, as vezes com os remendos típicos dos trajes juninos, as mulheres com vestidos de chita, quadriculados) durante os festejos do São João (24 de junho). Chegando na porta eles batiam e já iam perguntando: São João está aí?. A resposta positiva, o que normalmente acontecia, era uma senha universal que autorizava as pessoas a entrarem cantando, comendo as comidas típicas do São João (bolo de milho, de fubá, de aipim, frutas da época, o amendoim sempre presente, o milho assado na fogueira e toda diversidade de quitutes típicos da fartura da época) e bebendo especialmente o licor, que não podia faltar.


Era uma grande festa, em meio ao ambiente típico com fogueiras em muitas portas, os forrós que tomava conta de muitos espaços onde as pessoas dançavam pra valer. 


Tiveram casais formados nessas ocasiões, contava sua avó.

Assim, em 2011 Mestre Artêmio idealizou e coordenou este trabalho junto com os amigos Antonio Abreu, Marcos Ribeiro, Judson Cleber e Nino Santana. A primeira versão no resgate desta tradição trazendo uma batucada com um sambão junino, que foi pequeno, sempre com participação gratuita. O evento cresceu nos anos subsequentes de forma tal que impossibilitou a entrada nas casa levando a um necessário ajuste, com um estandarte que anunciava a brincadeira. 


Artêmio teve a idéia de fazer um percurso, com paradas obrigatórias em cinco barracas estrategicamente montadas em frente a casas de famílias tradicionais da cidade, onde se comia, bebia e os músicos descansavam. As barracas assumiram simbolicamente o lugar das casas. A manifestação aconteceu até 2017 com a saída do principal patrocinador privado que mantinha a operacionalização das barracas com alimentos e bebidas enquanto a prefeitura ofertava as charangas juninas, sem nada eletrônico. Isso tudo no chão, andando todos juntos.


Professor Gildásio, Professor Paranhos, Ápio Vinagre, Bedeu, Dona Badinha, Janjão, Velho do Cacete, Ari Batom, Gueu, Ishaias,  Família Luz e muitos outros amigos que sempre participaram, com a comissão de frente das bailarinas do Grupo Cultural Bambolê.


O preço para participar do evento é a doação de um quilo de alimento.

Sua musicalidade brasileira e suas interpretações arrojadas conquistaram, além de um público fiel, os elogios da crítica. Como intérprete, Erick trabalhou com os grupos Cesta Básica (PB), Mercedes Band (CE) e Grupo Etc e Tal (AL), já com os grupos Sine Qua Non (PB) e Zaraquê Trio (RN) gravou álbuns onde atuou também como compositor.

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