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Mãe Mirinha de Portão

Mãe Mirinha de Portão

Naturalidade: João Pessoa-PB

Nascimento:11/04/1968

Atividades artístico-culturais: cantor, compositor e violinista.

Área de Atuação: Estado, Região, Cidade e Bairro

Email: contato@gmail.com

Telefone: (21) 9999999

Filha Nestor e Maria Lena, Altanira Maria Conceição Souza, a menina Mirinha nasceu em 21 de dezembro de 1924, em Lauro de Freitas-BA, cresceu como toda criança carente da periferia e com 8 anos de idade foi morar com sua madrinha na cidade de Salvador com o objetivo de ajudar nas tarefas domésticas.


Não demorou para que os chamados viessem para que a menina Mirinha fosse para a religião do candomblé. Sua irmã carnal Claudina (apelidada de Coló) a levou para a casa do então jovem Pai de Santo João Alves Torres Filho, que viria a ser mais tarde o lendário Joãozinho da Goméia.


Mirinha é iniciada em 17 de outubro de 1937, seguindo seu caminho dentro da Religião, retorna para Portão no dia 25 de dezembro de 1952. No transcorrer de sua vida, Mirinha casa-se com Jarson da Costa Souza, funcionário da Prefeitura de Salvador, mais conhecido como Garrincha, que muito contribuiu para a elevação do nome de Mirinha de Portão nacional e internacionalmente.


Muito trabalho social foi desenvolvido por Mirinha de Portão pela comunidade local, tais como Transportes Públicos, Hospitais, Postos de Saúde, Campanhas de Alimentação, entre outras ações. Mirinha participou das filmagens cinematográficas da obra de seu dileto amigo Jorge Amado: Os Pastores da Noite e Tenda dos Milagres, dando visibilidade à comunidade de Portão.


No dia 18 de fevereiro de 1989, Mãe Mirinha faleceu, após quatro anos de luta contra um linfoma. A perda de Mão Mirinha de Portão deixou um enorme vazio na vida de todos que a conheceram e/ou conviveram na Comunidade de Portão, ela foi uma voz autêntica que se dedicou a luta pela igualdade social e racial.


A Prefeitura de Lauro de Freitas prestou uma homenagem a Mãe Mirinha de Portão dando o seu nome ao Terminal Turístico que existe às margens do Rio Joanes, o mesmo rio onde Mãe Mirinha viveu suas traquinagens de infância e onde as águas lhe serviram de companhia durante toda a vida.


No dia 15 de abril de 2004 o Terreiro São Jorge Filhos da Goméia foi tombado como Patrimônio Cultural do estado da Bahia, através do IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do estado da Bahia, fruto do árduo trabalho de Mãe Mirinha desenvolvido durante anos e de sua neta e sucessora Mameto Kamurici.


Israela Ramos


Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A3e_Mirinha_do_Port%C3%A3o

http://www.conhecendomuseus.com.br/museus/museu-comunitario-mae-mirinha-de-portao-2/

https://midia4p.cartacapital.com.br/terminal-turistico-de-mae-mirinha-de-portao-esta-abandonado-apontam-lideres-religiosos-de-terreiros-de-candomble-e-militantes-do-movimento-negro/

Sua musicalidade brasileira e suas interpretações arrojadas conquistaram, além de um público fiel, os elogios da crítica. Como intérprete, Erick trabalhou com os grupos Cesta Básica (PB), Mercedes Band (CE) e Grupo Etc e Tal (AL), já com os grupos Sine Qua Non (PB) e Zaraquê Trio (RN) gravou álbuns onde atuou também como compositor.

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